Cadê a esfinge de pedra que ficava ali
Virou areia
Cadê a floresta que o mar já avistou dali
Virou areia
Cadê a mulher que esperava o pescador
Virou areia
Cadê o castelo onde um dia já dormiu um rei
Virou areia
E o livro que o dedo de Deus deixou escrita a lei
Virou areia
Cadê o sudário do salvador
Virou areia

Areia a lua batendo no chão do terreiro
Areia o barro batido subindo no ar
Areia o menino sentado na beira da praia
Areia fazendo com a mão castelo no mar
E a onda que cerquei e que passou
Virou areia
Nasceu no mar e na terra se acabou
Virou areia

Cadê a voz que encantava multidão, cadê
Virou areia
Cadê o passado o presente a paixão
Virou areia
Cadê a muralha do imperador
Virou areia

(Lenine/ Bráulio Tavares)

Lembra, lembra…

Esquece não!

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