Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei porque moro ali
Eu não sei porque estou

Eu não sei prá onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei prá onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo

Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem

Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentro, em mim

Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz.

(Vanessa da Mata)

Na cidade de pedras o dia amanhece quente e denso, quase sério. Os olhares das janelas são fundos e sem reflexo. E as rodas passam.

Eis que surge a canção e o sorriso. Faz tanto sentido esse balançar, esse vai e vem, essa espera que não espera.

O céu sobre minhas danças me conta das suas andanças… bem dentro, em mim.

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