“Dorme, dorme babilônia
Quanto mais quietinha fica
Mais aumenta a insônia
E desperta a retina
Mais atiça a procura
Ao silêncio que inspira

E que pelo ar flutua
Sussurrando pr’onde ir

Vou saindo pela rua
Deixo o som me conduzir
Saio no cordão da insônia
Num bocejo que faz rir

E que pelo ar flutua
Sussurrando pr’onde ir

Vou saindo pela rua
Deixo o som me conduzir
Saio no cordão da insônia
Num bocejo que faz rir

Vou sem medo de altura
Sem perigo de cair
Dorme, dorme babilônia
Faz meu sonho existir.”

(Céu e Beto Villares)

Fechar os olhos e não dormir. A mente colorida de lembranças, ilusões, sonhos e tudo se mistura parecendo tão palpável quanto o cabelo que escorre pelo travesseiro. A respiração se confunde com o piscar de olhos, não se nota, não parte, se parte e reparte em pequenas inspirações, e algumas expirações. A noite adentra acordada e a insônia se faz companheira novamente. O cansaço permanece e se avoluma dentro dos olhos secos e impávidos.

Acordo. Dormi?

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