Por do sol na casa da Vanessa (4)

“Hoje o dia pousou na minha cabeça, e clareou!”

Esse é o sol que pousa na minha janela.

Esse é o sol que nos amanhece.

Esse é o mesmo sol daí/daqui.

“não há sol a sós”

(Arnaldo Antunes)

O sol invade as cores da parede do meu quarto e faz quente o piso frio. As folhas da bananeira enfeitam os prédios quadrados e fazem curva a fotografia do fim daquele sábado. O som interfere no humor de quem ficou sentada o dia todo ouvindo e movimenta redondo as cadeiras. Não se sabe se é minha janela, suas lentes, minha vista, ou se sonhamos mais um dia.

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