janela

“Só pra curtir
Com ti contente ficar
Cavo caldo de cana
No canal de panamá

Se tropeçar meus pés cansados
Nos mares de ti
Cuidar de mim cuidar de ti
As fases e frases
Desfazem nos jeans
Por que é você que sabe
Aonde surfir
O mais bonito do magnífico
Só teu sorriso esculpe

Solidão
A vida nos fez
Apesar de ter
Solidão
A vida nos fez
Apesar de ter

Solidão

Não sei pisar no breque
Tomo charrete
Pros lares de rubis
Pensando nisso
Pensando em ti

Senti felicidade sem fim
Se for passar precisos sarar
É quase inútil
Ficar de ir
Ficar de vir

Ficar feliz isso sim

Solidão
A vida nos fez
Apesar de ter

Solidão
A vida nos fez
Apesar de ter

Solidão

Me abraça bem
Já me sinto bem
Vim chorar
Como guitarra grunge
Como escaramouche
Amor talhador”

(Carlinhos Brown – Mares de ti)

Comentei há um tempo sobre esse estar em mim, que pode ser a sós ou em meio a uma multidão, pode ser por algumas nuvens ou algumas estações. Sinto um sorriso surgir sempre que essa sensação volta, por outras vezes sinto a dor surgindo no meio do peito.

Estamos sozinhos, com nossos próprios problemas, nossos próprios sonhos, nossa própria dor, nossa própria fome. E nem reparamos que logo ali, há um ser que sente assim também: resolve,  sonha, dói, come.

Tento dançar nesse labirinto que nos abisma há poucos poros, uns dos outros.

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