danca-africana-por-eliomar-ribeiro

começa desde o aquecimento e as batidas já ecoam forte no sangue. Não se sabe se o calor é de fora pra dentro ou de dentro pra fora…

O som espesso, o canto leve e familiar dos meninos, os movimentos densos. Cada parte do corpo que se move – ou é movida – traz em si o corpo inteiro.

A alfaia foi dar o ar da graça e retumbou ocupando todo o espaço, dançando junto com todas as percussões africanas.

Dançar quase rindo de tanta alegria. O ar é sagrado, respira-se pelos poros, pela boca, pelos olhos. Prazer em ver os corpos dançantes fortes, leves e lindos.

Os orixás são desenhados nos braços, pernas, gestos e suas naturezas nos invadem. Durante a aula surge energia, fôlego, vontade, força, brilho, mar, sol e tempestade.

O rito é importante: reverencia-se a dança, a música, os instrumentos, os músicos, os dançantes, os que aprendem e o que ensina .

Reverencia-se a dança.

Ao sair não há fome, sede, sono, dor, cansaço, delírio, prazer… Só há a Dança.

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