dsc04382

Mia Senhora,
És de lua e beleza,
És um pranto do avesso,
És um anjo in verso,
Em presença e peso,
Atrevo-me e atravesso
Pra perto do peito teu

Teu sagrado e tua besteira,
Teu cuidado e tua maneira de discordar da dor,
De descobrir abrigo entre tanto amor,
Entretanto a dúvida,
A musica que casou,
Um certo surto que não veio

Há uma alma em mim,
Há uma calma que não condiz
Com a nossa pressa
Com o resta que nos resta
Lamentavelmente eu sou assim

Um tanto disperso
As vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço

Nossa sina é se ensinar
A sina nossa é.

(Nossa Sina – O Teatro Mágico)

Dia desses assisti uma cena bem bonita: uma mocinha sentada sozinha no banco do outro ônibus olhava pra fora fixando-se em ‘nada’. De repente, ela desenhou um sorriso calmo e confortável.

O nosso aprendizado do dia-a-dia, da vida-a-vida… Inevitavelmente também sorri…

Tem um silêncio que canta baixo e uma chuva que esquenta a pele. Como um sorriso enquanto se olha pelo vidro do ônibus e se enxerga o sentimento do lado de fora.

As ruas rasgando o céu azul ou cinza, tanto faz, as cores que nascem ali se desfazem e fazem do lado de dentro.

E anda-se devagar.

E ensina-se a vida e a morte.

E esquece-se.

E lembra-se.

E aprende-se.

E amanhece-se.

Se.

Anúncios