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O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta …

Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo…
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol …
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso…)

(Alberto Caeiro)

Temos tantos olhares, tantos possíveis mundos nascentes, e nos achamos aqui, assim, sem chão, sem roupa, sem nome.

Nos achamos ali, no reflexo mais próximo, que acontece a cada inspirar… a cada troca de ar.

“Se você não me olhar, como é que eu posso me ver?” grita Denise Stoklos.

Saí rouca da peça.


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