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Os lobos nunca são mais engraçados do que quando perderam a pista e fazem tudo para recuperá-la. Eles saltam no ar, correm em círculos, escavam o chão com o focinho, arranham o chão, correm adiante, voltam e ficam parados como estátuas. A impressão é de que enlouqueceram. Mas o que eles estão realmente fazendo é recolhendo todos os indícios que podem encontrar. Estão captando esses indícios com mordidas no ar. Estão enchendo ospulmões com os cheiros do nível do chão e do nível das espáduias. Eles provam o ar para ver quem passou por ali recentemente, com as orelhas girando como antenas parabólicas, captando transmissões de muito longe. Uma vez que eles tenham todos esses indícios em ordem, eles sabem como prosseguir.

Embora a mulher possa parecer desmiolada, quando perdeu o contato com a vida que mais valoriza, e esteja correndo de um lado para outro tentando reconquistá-la, na maioria das vezes ela está recolhendo informações, provando um pouco disso aqui, agarrando com uma patada um pouco daquilo lá. O máximo que se pode fazer seria explicar sucintamente o que ela está fazendo e deixá-la em paz. Assim que ela processar todas as informações das pistas recolhidas, ela voltará a se movimentar de modo deliberado.”

(Clarissa Pínkola Estés – Mulheres que correm com os lobos)

Para lembrar de recolher ossos…

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