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“Já não quero dicionários
consultados em vão.
Quero só a palavra
que nunca estará neles
nem se pode inventar.
Que resumiria o mundo
e o substituiria.
Mais sol do que o sol,
dentro da qual vivêssemos
todos em comunhão,
mudos,
saboreando-a.”

(Carlos Drummond de Andrade) 

Tantas borboletas me tonteiam de casulos invisíveis. O sono é incompleto e insuficente para dias e noites em feto que se nasce. As chuvas não são plurais, ainda que venham muitas e o sol engane cada suor que escorre do canto do poro que ainda não sabe se é frio. A cama ainda não existe, o colchão de ar, de mar, de armar, de amar.

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