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Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida e tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não… a vida
não para)

Lenine e Dudu Falcão

Ouvi essa música pela primeira vez ao final da peça “Calendário da Pedra” da intensa e linda Denise Stoklos. A peça, que já tinha me tirado o sangue, ao final secou qualquer distração que inventa ser ao querer fugir. Ecoa no teatro, no palco, na cadeira e na folha de papel que eu segurava, ou segurava-me?

Tem tanto texto por aí falando da pressa, das pessoas correndo pelas ruas e metrô, dos olhares anestesiados… Mas olha bem, seu olhar está aí/aqui mesmo?

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