(Escher)
“O entusiamos e o desânio são inseparáveis. Sempre queremos nos livrar da infelicidade, em lugar de perceber que ela atua juntamente com a alegria. O sentido não está em cultivar um dos lados, em oposição ao outro, mas em relacionar-se adequadamente com o estado em que estamos. O entusiasmo e o desânimo se complementam. Ficamos arrogantes, quando temos somente entusiasmo. Perdemos a capacidade de idealizar, quando temos somente desânimo. Sentir entusiasmo nos anima e nos faz perceber o quanto o mundo é vasto e maravilhoso. Sentir desânimo nos abate. A glória de nosso entusiasmo nos conecta com o sagrado do mundo. Mas, quando viram a mesa e nos sentimos desanimados, somos suavizados. Nosso coração amadurece. Esse processo torna-se a base para compreendermos os outros. Tanto o entusiasmo quanto o desânimo podem ser celebrados. Podemos ser grandes e pequenos ao mesmo tempo”
(Pema Chödrön)
O vento baixo e tingido de sal inundou meu quarto sem cor. O mundo todo reduziu-se a quatro paredes… Uau!
Por um momento respirei devagar para acompanhar as sensações e não apenas deixar elas me conduzirem em uma dança esquisita.
Abri o livro ao lado que me convidou para outra brincadeira, até uma chave sinalizou outras portas possíveis.
A noite adentrou e expandiu a cama e a coberta. Dormi junta ao mundo vasto e misterioso.





1 comentário
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8 junho, 2010 às 6:58 pm
Ulisses
e veio o vento forte do sul, com a violência da ignorância, e limpou o campo onde criávamos as papoilas.