
“Hoje o dia pousou na minha cabeça, e clareou!”
Esse é o sol que pousa na minha janela.
Esse é o sol que nos amanhece.
Esse é o mesmo sol daí/daqui.
“não há sol a sós”
(Arnaldo Antunes)
O sol invade as cores da parede do meu quarto e faz quente o piso frio. As folhas da bananeira enfeitam os prédios quadrados e fazem curva a fotografia do fim daquele sábado. O som interfere no humor de quem ficou sentada o dia todo ouvindo e movimenta redondo as cadeiras. Não se sabe se é minha janela, suas lentes, minha vista, ou se sonhamos mais um dia.

No comments yet
Feed de comentários deste artigo