
começa desde o aquecimento e as batidas já ecoam forte no sangue. Não se sabe se o calor é de fora pra dentro ou de dentro pra fora…
O som espesso, o canto leve e familiar dos meninos, os movimentos densos. Cada parte do corpo que se move – ou é movida – traz em si o corpo inteiro.
A alfaia foi dar o ar da graça e retumbou ocupando todo o espaço, dançando junto com todas as percussões africanas.
Dançar quase rindo de tanta alegria. O ar é sagrado, respira-se pelos poros, pela boca, pelos olhos. Prazer em ver os corpos dançantes fortes, leves e lindos.
Os orixás são desenhados nos braços, pernas, gestos e suas naturezas nos invadem. Durante a aula surge energia, fôlego, vontade, força, brilho, mar, sol e tempestade.
O rito é importante: reverencia-se a dança, a música, os instrumentos, os músicos, os dançantes, os que aprendem e o que ensina .
Reverencia-se a dança.
Ao sair não há fome, sede, sono, dor, cansaço, delírio, prazer… Só há a Dança.

1 comment
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30 Março, 2009 às 5:07 pm
Girassol
menina lóri
obrigada pelo comentário tão gentil no blog.
seu espaço é muito lindo, tem um perfume muito bom.
dançar é tanta coisa… é alquimia de se tornar todos os elementos ao mesmo tempo, ar, terra, fogo, água.
sempre é uma grande experiência mexer o corpo ao som de um ritmo.
continue bailarina, nessa leveza etérea
abraço grande
alê