Estrela, estrela
Estrela, estrela
Como ser assim?
Tão só, tão só
E nunca sofrer.
Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se vê.
No corpo nu da constelação
Estás, estás sobre uma das mãos
E vais e vens como um lampião
Ao vento frio de um lugar qualquer.
É bom saber que es parte de mim
Assim como es parte das manhas.
Melhor, melhor é poder gozar
Da paz, da paz que trazes aqui.
Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão
Eu canto e sei que também me vês
Aqui, aqui com essa canção.
(Vitor Ramil)
Dia desses, em um céu que não era de sampa a noite acobertava nossos cabelos de estrelas. A fogueira tão pequena, as lanternas mudamente esperavam alcançar um brilho tão só. O escuro era seguro. A estrela sendo eu a vagar no mato.
(música mandada por um amigo do sul)


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